IĂȘ!
Senhores, peço licença
Senhores, peço licença, o meu bem
Para lhes conta uma histĂłria
O valente Vilela, o meu bem
Trago sempre na memĂłria
Evitou-lo quinze anos
Sempre a canção da vitória
Ali tinha um capitĂŁo, o meu bem
Um sujeito muito ousado
Disse eu vou na Serra Torta
Trago Vilela amarrado
No outro dia bem cedo
Marcharam para o lugar
Onde morava Vilela, o iaia
O povo foi ensinar
Chegou lĂĄ o capitĂŁo
Mandou a casa cercar
Cercaram ali a casa
Ficaram de prontidĂŁo
Vilela abre a porta, o meu bem
Por ordem do capitĂŁo!
VocĂȘ hoje tĂą dai, ĂŽ meu bem
direitinho para PrisĂŁo
Vilela tava em casa
Sem nada disso saber
Porque vocĂȘs vĂŁo se embora
NĂŁo venham me aborrecer
Responda me soldado, ĂŽ iaia
Matar ou Morrer?
Responda me soldado
Se veio matar ou morrer?
O soldado arrespondeu
NĂŁo vim matar nem morrer
Ta enganado sujeito
Por ordem do delegado, o meu bem
Por ordem do juiz de direito
VocĂȘ hoje me dĂĄ conta
Das mortes que jĂĄ tem feito
Eu aqui na Serra Torta
ja brigo bem no comum!
Por mim quem mata cem
também mata cento um!
Camara
