Autor : JOĂO GRILO
Quando Ă© pra trabalhar nego pode
Quando Ă© pra sofrer nego pode
Quando Ă© pra ganhar nego nĂŁo pode
Quando Ă© pra vencer, nego nĂŁo pode
Maria cadĂȘ meu ponto
Pra esse nego trabalhar
Ă o nego de sinhĂŽ
Ă o nego de sinhĂĄ
Maria cadĂȘ meu ponto
Pra esse nego trabalhar
Ă o nego de sinhĂŽ
Ă o nego de sinhĂĄ
Olha o nego (olha o nego)
Olha o nego (olha o nego)
Olha o nego meu sinhĂŽ
Olha o nego (olha o nego)
Olha o nego (olha o nego)
Olha o nego meu sinhĂŽ
Olha lĂĄ o nego
(nego sinhĂĄ)
Olha lĂĄ o nego
(nego sinhĂĄ)
Olha lĂĄ o nego
(nego sinhĂĄ)
Olha lĂĄ o nego
(nego sinhĂĄ)
Nego quer bater o ponto
Pro trabalho acabar
Mas preto nĂŁo tem direito
Trabalhar até apanhar
Quando cansa sinhĂŽ bate
Quando para sinhĂŽ chuta
Esse Ă© o trabalho escravo
Levado na força bruta
Maria cadĂȘ meu ponto
Pra esse nego trabalhar
Ă o nego de sinhĂŽ
Ă o nego de sinhĂĄ
Maria cadĂȘ meu ponto
Pra esse nego trabalhar
Ă o nego de sinhĂŽ
Ă o nego de sinhĂĄ
O patrĂŁo Ă© o sinhosinho
A patroa Ă© sinhĂĄ
Até hoje a exploração
Continua a rodar
Mas tem uma diferença
Pra hoje o escravo ser
Na fazenda era castigo
E o hoje Ă© ponto pra bater
Maria cadĂȘ meu ponto
Pra esse nego trabalhar
Ă o nego de sinhĂŽ
Ă o nego de sinhĂĄ
Maria cadĂȘ meu ponto
Pra esse nego trabalhar
Ă o nego de sinhĂŽ
Ă o nego de sinhĂĄ
Olha o nego (olha o nego)
Olha o nego (olha o nego)
Olha o nego meu sinhĂŽ
Olha o nego (olha o nego)
Olha o nego (olha o nego)
Olha o nego meu sinhĂŽ
Olha o nego (olha o nego)
Olha o nego (olha o nego)
Olha o nego meu sinhĂŽ
Olha o nego (olha o nego)
Olha o nego (olha o nego)
Olha o nego meu sinhĂŽ
